BRUNO HENRIQUE LINS ANDRADE

20/02079 / RO

R$ 200,00 / 50 minutos
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Sou Bruno Henrique Lins Andrade, nascido e criado em Porto Velho-RO, onde fui formado psicólogo e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Entre 2011-2015, cursei Psicologia na UNIR e finalizei com os estágios em Psicologia Social do Trabalho, no qual escrevi sobre a identidade da/o psicóloga/o estagiária/o na clínica-escola da UNIR; e Gestalt-terapia, em que estudei minha atuação no atendimento com um grupo de crianças. Entre 2018-2020, cursei mestrado em Psicologia na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), com pesquisa sobre uma intervenção para mulheres em situação de violência na cidade de Porto Velho. Antes disso, já havia adentrado nos estudos de gênero desde a iniciação científica em 2013, em especial no tema da violência contra as mulheres. Deste percurso, tenho capítulos de livro publicados com outras pessoas e textos apresentados em eventos científicos.

Desde que formei realizo atendimentos psicoterápicos pela abordagem da Gestalt-terapia, mas também faço uso de recursos da Arteterapia e outros pontos de vista teóricos, como a Psicologia Social, a Psicodinâmica do Trabalho e a Psicologia da Espiritualidade, que me ajudam a compreender melhor os fenômenos. Na Gestalt-terapia, o foco é o trabalho de awareness, que consiste em ampliar a consciência sobre os vividos do dia a dia, conforme os ambientes, as pessoas e as circunstâncias com que nos deparamos; ampliando a awareness, podemos fazer melhores escolhas e viver de forma mais plena. 

De 2016 a 2018 atendi voluntariamente crianças, adultos, adolescentes e famílias na clínica-escola da UNIR, e adultos em consultório particular. Em 2019 me mudei para Vilhena-RO, onde trabalho na Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC/RO) atuando com pré-adolescentes, adolescentes e profissionais da educação, individualmente e em grupo. Em 2021 me juntei ao Pode Falar, um programa de escuta em saúde mental para jovens e adolescentes de 13 a 24 anos, realizado por pessoas de todo o Brasil em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Mantenho com meu colega de profissão e amigo pessoal Vincent Abiorana um grupo on-line de estudos em Gestalt-terapia.

Alguns cursos, workshops e eventos recentes que vivenciei para me desenvolver e melhorar os atendimentos que realizo: Neurociência para psicólogos [em andamento] (Fran Maftum Treinamento e Desenvolvimento Humano - Curitiba, PR); Manejos e técnicas em Gestalt-terapia - conectando teoria à prática (Instituto Gestalt Paraná - Maringá, PR);  Mapa dos Afetos (MAR Instituto Terapêutico - Brasília, DF); I Integrarte Art Therapy International Workshop - Art Therapy in the treatment of trauma [Primeiro Worskshop Internacional de Arteterapia Integrarte - Arteterapia no tratamento do trauma] (Integrarte Centro de Atividades - Belo Horizonte, MG); Epistemologia e prática clínica em Gestalt-terapia (GEGT Acolher - Rio Branco, AC); Worskshop Teórico Vivencial Campo Transgeracional Heranças Invisíveis (CCGT - Belém, PA); Minicurso on-line - A arte como experimento na clínica gestáltica (CCGT - Belém, PA); Gestalt Therapy Japan-Brazil - Transgenerational family issues with empty chair, theory and approach [Gestalt-terapia Japão-Brasil - Questões familiares transgeracionais com cadeira vazia, teoria e abordagem] (GEGT Acolher); The work with grief in Gestalt Therapy [O trabalho com luto em Gestalt-terapia] (GEGT Acolher e NPO Gestalt - Rio Branco, AC e Japão).

Isso foi um pouco da minha trajetória acadêmica-profissional; agora tentarei sumarizar minha história pessoal. Sem planejamento, nasci em 1992 filho de pai e mãe bem jovens e imaturos. Apesar disso, segundo minha mãe ela sempre me amou muito desde que soube que eu estava em sua barriga, e acredito nela. Ela e meu pai moraram juntos na casa de minha bisavó paterna até meus dois anos, quando nasceu minha irmã. Quando separaram, minha mãe voltou a viver com a mãe dela e levou minha irmã, e eu fiquei com meu pai e minha bisavó. Ela e minha madrinha eram quem mais cuidavam de mim, e essa última, que trabalhava, decidiu me colocar na creche, já que devido à idade da minha bisavó era a melhor opção. Minha bisavó faleceu quando eu tinha três anos, e minha madrinha passou a ser responsável por mim até que minha avó achou melhor me levar para morar com ela, seu esposo e minha tia. No geral, não era um ambiente familiar muito saudável; havia violência física e psicológica, das quais fui vítima e testemunha. Minha avó era violenta com sua filha, e ela e o esposo tinham momentos terríveis em que um levantava a faca para o outro. Perdi as contas de quantas vezes apanhei e fiquei de castigo por motivos que nem sequer lembro. Chegou um ponto em que essa infância parecia terrível para mim, e tudo que eu queria era sumir do mundo, sumir dali. Em outras palavras, foram as primeiras vezes que pensei em morrer. Além de não saber como ou onde pedir ajuda, eu sentia medo de comentar qualquer coisa que acontecia ali com alguém de fora, justamente por essas violências que eu vivia e que só vim identificar seus danos em mim muito recentemente em uma vivência com mandalas. Durante esse tempo, eu via minha mãe e minha irmã esporadicamente em alguns finais de semana, quando ia para a casa delas e amava ficar por lá, porque eu era a visita, super bem tratado e querido por todos. Muitas vezes não quis voltar de lá para a casa da minha avó, mas isso sempre acontecia. Meu pai fazia visitas às vezes, e em algumas ocasiões me levava para passear no parque ou ver um filme. Diante disso e de outras situações, eu não me sentia uma criança muito amada, exceto quando estava com minha mãe e sua família, ou com minha madrinha, que continuava vez ou outra me levando para fazermos algo juntos, ou quando estava com meus primos e primas, com quem me divertia bastante e esquecia todo o resto. Depois de um tempo, parei de ir à casa de minha mãe e só lembro que isso não foi minha decisão. Anos depois ela reapareceu e entrou com um pedido na justiça pela minha guarda, e isso gerou um grande conflito e mais danos psicológicos por alienação parental. Falavam de tudo para que eu não quisesse morar com ela, e isso gerou toda uma situação, pois minha avó materna ficou com raiva de mim por anos, já que eu tinha "escolhido" morar com a outra avó. Antes de me mudar de Porto Velho fui visitá-la para "fazermos as pazes"; foi um momento que não vou esquecer tão cedo. Depois que minha avó paterna conseguiu minha guarda, também tive a experiência de morar com meu pai e sua esposa na época. Foi bom, mas eu me sentia mais como visita do que como alguém da família; era estranho, durou uns seis meses e voltei a viver com minha avó, seu esposo e sua filha. Nessa época as coisas já estavam mais amenas, já não havia tantas brigas e violência, pelo contrário, havia festas em nossa casa que reuniam todos da família, era bem divertido. Mas os danos de ter vivido aquela infância já estavam instalados, e eu passava por muitas coisas sozinho, sem achar que eu pudesse falar com alguém sobre mim. As coisas pioraram quando eu estava no Ensino Médio; eu já vinha sofrendo preconceito por meu jeito de ser desde o Ensino Fundamental e ali isso piorou. Quem me escutou e me viu chorar nessa época foi minha cachorra, que faleceu no último dia de 2019, a Luna. Para ela eu podia dizer tudo, chorar sabendo que não seria julgado nem revitimizado; e o mais interessante é que ela chegou lá em casa por um acaso, e não sei como seria sem ela... Nessa época voltei a pensar na morte, dessa vez em provocar minha própria morte. Felizmente eu tinha amizades e a arte, que ainda me mostravam que a vida tinha sentido. À medida que conheci mais meus amigos e aprofundamos nossa conexão, ficou evidente que vivíamos coisas parecidas e que por isso mesmo podíamos nos ajudar. Os livros, as músicas e os filmes me diziam que havia outras vidas possíveis, outros lugares, outras pessoas, e que talvez um dia eu pudesse ter a oportunidade de viver tudo aquilo que eu lia, escutava e assistia. Consegui passar disso e veio o vestibular, para o qual eu tinha decidido me inscrever em Medicina buscando agradar minha família e ser motivo de orgulho, já que até ali eu não me sentia motivo de orgulho para ninguém. Curiosamente, na hora de me inscrever eu selecionei Psicologia, porém fui interpelado por minha avó, que desmereceu essa escolha, colaborando para que eu desmarcasse minha primeira opção e selecionasse Medicina. Passei no curso e depois de um ano naquilo, tudo em mim gritava para eu cair fora. Foi difícil, mas decidi desistir, e depois disso vi minha família me tornar sua decepção. Mesmo quem não falava nada com palavras, falava com o olhar. Foi então que passei por um momento depressivo, em que o mundo virtual e o mundo dos sonhos eram os únicos que me satisfaziam. Só diante do choro de minha avó, que percebeu que eu estava desistindo não só do curso, foi que retomei os estudos e voltei a fazer o vestibular, dessa vez para Psicologia. Mesmo assim, eu ainda queria me afastar de minha família, e tentei entrar pelo Sisu em Arquitetura em uma faculdade de outro estado. Consegui passar, e depois de muito confronto em casa, fui fazer minha matrícula, porém não gostei da cidade e da pouca receptividade do lugar com pessoas fora da norma, e decidi voltar para Porto Velho. Nos cinco anos que cursei Psicologia, conheci pessoas e ideias incríveis que colaboraram para o meu amadurecimento, para ver o mundo e tudo que tinha me acontecido de um outro jeito. Lá pelo meio do curso conheci minha mestra maior, que nos apresentou a Psicologia Humanista; era uma rogeriana apresentada como excêntrica pela visão dos outros - no fundo apenas uma pessoa maravilhosa e não compreendida por muitos. Amo pessoas assim, que os outros julgam como loucas mas que em essência são seres incríveis que muita gente não compreende bem. No estágio com ela, tive de atender todo tipo de demanda, crianças, adolescentes, adultos, idosos, em grupo e individualmente, o que foi cansativo e ao mesmo tempo trouxe vários aprendizados e muita segurança profissional para mim. Foi com as crianças que pude perceber a minha criança ferida, o que me impulsionou a buscar psicoterapia para dar outra forma a esses episódios que contei. A meu ver, tudo isso explica meus interesses, na Gestalt-terapia, na violência de gênero, na Psicodinâmica do Trabalho, na arte, na espiritualidade, na diversidade de vidas e histórias. Inclusive, meus amigos, a arte e a espiritualidade têm sido minhas âncoras. Meus amigos, por terem estado sempre comigo e me auxiliado mesmo sem saber exatamente o que se passava comigo; a arte, que é meu porto seguro e minha possibilidade de criar - os filmes que assisto, as músicas que escuto, os livros que leio, os quadros que contemplo, a natureza que me inspira, e todo o resto que é arte; e a espiritualidade, tanto pelas diversas religiões e crenças a que fui exposto como pela profunda necessidade de encontrar-criar sentido em tudo que vivo. É assim que venho descobrindo e redescobrindo coisas sobre mim, transformando situações que eu via como fardo em fontes de vida, procurando utilizar isso na minha prática profissional. Como dizem algumas pessoas que praticam xamanismo, "se você viveu muitas coisas difíceis, isso deve fazer de você um sábio, e não uma vítima".

Qualquer dúvida ou pergunta, fique à vontade para me contatar aqui pelo site.


CONFIRA MEU CURRÍCULO

FORMAÇÃO, CURSOS E EXPERIÊNCIAS

  • Mestre em Psicologia (2018-2020) pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), na Linha Psicologia Escolar e Processos Educativos. 
  • Formado e licenciado em Psicologia (2011-2015) também pela UNIR. 
  • Membro do Grupo Amazônico de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Educação (GAEPPE) desde 2013.

EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS 

  • Analista educacional na Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (SEDUC/RO) desde abril de 2019.
  • Psicólogo clínico voluntário no Serviço de Psicologia Aplicada da UNIR (2016-2018), com experiência em atendimento individual de todos os públicos, em grupo de crianças e mulheres adultas e idosas, e de famílias, na abordagem Gestalt-terapia. 
  • Atendente voluntário no canal de escuta em saúde mental para adolescentes Pode Falar desde agosto de 2021. 

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